Vieram e ficaram sensações de bem-querer. Um desejar e ter, é não pedir e acontecer, é espontaneidade de desejos. Sopra ao coração, e vicia-o de maneira incondicional. Tudo responde ao apelo, e mesmo quando este não se expande tudo funciona de acordo com as necessidades, como uma enorme fábrica, uma espécie de Fábrica da Felicidade.
Eu sei, contigo não há tristezas. Sim elas surgem, mas quando surgem ganham bilhete de ida. Não conheço o mundo e nem preciso para o afirmar, o coração dá me todas as certezas de que preciso, e não duvido, TU ÉS O HOMEM DA MINHA VIDA! Sem medo de o declarar!
Eu sinto-o, bem sei que o que carregas no peito vive só por mim, só para mim, eu sei que não haverá nada igual, nem semelhante, que a ele se compare, nem passado, nem futuro. Amor tão meu, lugar que a mim pertence. Onde sempre existirá um tanto de mim. Daí eu sei, contigo estarei hoje e sempre até ao último segundo, até ao último suspiro.
Trepa-me o corpo, acaricia-me o rosto, sopra-me palavras do coração ao ouvido, toca-me a alma, embala-me na tua canção, como sempre fazes, fá-lo uma vez mais, fá-lo para sempre!
"(...)Lábios descobertos os teus nos meus, rasgos de vento, brisas suaves que tocam o peito, arrasta as pernas, e mais um passo a par dos teus. (...)"
SENTE
Já havia algum tempo em que não sentia o calor deste amor. Que viagem longa... Afinal quanto tempo passou ao certo? Julgo que terá sido uma eternidade, e que mordaz e dolorosa eternidade. Levou um tanto de mim, substância temporal que passa e nada do muito deixa. Apenas esse amor e a saudade, a saudade de sempre, que não mata, mas demole. Mas hoje o que mais dói são os dias que perdi e não vivi contigo. (...)
Promessas que silenciosamente revivem, fazem retrospectiva das mudanças que se estendem sobre a realidade de hoje. Resplandece um novo dia em nós, e ages agora criando uma nova espécie de maneiras, jeitos, formas de estar, ser pensar. Acredito que está no crer, o real jeito de regressar aos perfeitos tempos que não são meras memórias vivas em nós, mas fortes esperanças desses dias de novo reinarem aqui, neste mesmo lugar, nunca abandonado, e sob este mesmo luar de sempre. Tudo permanece tão igual aqui, agora que estás presente eu sinto-o.
No momento exacto, chamei por ti... Por entre as frias paredes desta nossa casa vazia, senti o eco da minha voz. Gritei, supliquei, chorei, implorei,.. Do nada surge a tua voz, escutei, segui, avistei-te finalmente e abracei-te ... com força... uma força capaz de mover o mundo!
Lábios descobertos os teus nos meus, rasgos de vento, brisas suaves que tocam o peito, arrasta as pernas, e mais um passo a par dos teus. Corre o tempo veloz, que contigo se aparenta suspenso, fica todo o sentimento em nós, cria-se a ambiência de dias já vividos, revividos, sentidos, sentimentos à flor da pele, delírio, alucinação, talvez mera paixão, ou o desejo imenso dos corpos amarem, sentirem, se unirem.
O meu olhar segue -te, seguir-te-à sempre, em qualquer lugar [s.america] . Admira-te. Contempla-te.
TU... Fazendo-me questionar a toda a hora sobre a possibilidade de todo o imenso perfeccionismo que se estende meramente a um corpo, uma pessoa, um ser, poder ser realmente e completamente verídico.
Apaixonada um tanto mais, ainda me apaixono todos os dias, por todo e cada suspiro, olhar, palavra, forma, toque, imagem, riso, grito, gemer, ...
My love... és real? Ou fantasia minha?
De novo a tua voz me consome e me envolve na melodia de uma alma destapada pela substancia temporal, que busca o infinito de dois corpos destinados. Porque, sim, acredito que o destino traçou a junção destas duas almas, destes dois corpos, e embora isso, e de qualquer maneira, e mesmo que o destino assim tenha traçado este caminho, cabe a nós escolher vive-lo. Ficarei em ti, completar-te-ei. Tenho uma vida por inteiro para te entregar. Um amor, uma vida!
No teu suspiro eu voo, crio asas no teu corpo, de mão dada com a tua alma desperto estrelas, alcanço o infinito mais longínquo, real e simultaneamente utópico.
E nesses abraços do tempo suspenso que me embala, e me faz viver, sinto as memórias abandonarem a gaveta do passado, e adquirindo forma na realidade presente. E quebra-se o tempo, e vive-se de novo meu amor.
[um ano] why, my love?
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